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Sam Fender critica a desigualdade na indústria musical: "Tudo é manipulado"

Foto do escritor: Marcello AlmeidaMarcello Almeida


Seu último álbum 'People Watching' foi lançado na sexta-feira (21 de fevereiro)

Sam Fender.
CRÉDITO: Shirlaine Forrest/WireImage

O cantor Sam Fender afirmou que a indústria musical é “manipulada” e dominada por “90% de crianças educadas em escolas particulares”. Em entrevista ao The Sunday Times, o músico lamentou a falta de oportunidades para artistas de classe trabalhadora e criticou a forma como o setor constrói e destrói carreiras.


Fender destacou a dificuldade financeira enfrentada por jovens talentos sem privilégios.


"A indústria musical é dominada, em grande parte, por jovens que estudaram em escolas particulares", afirmou. "Uma criança de onde eu venho não tem condições de bancar uma turnê, então é provável que existam milhares escrevendo músicas muito melhores que as minhas, com letras pungentes sobre o país. Mas elas nunca serão vistas, porque tudo é manipulado."



O cantor também comentou a pressão sobre artistas, citando a faixa TV Dinner, de seu novo álbum People Watching. Ele relembrou como Liam Payne foi alvo constante da mídia.


“Ele era apenas um rapaz, famoso muito jovem, que tinha problemas de vício – e todo mundo o batia com forcados”, disse.


Fender ainda expôs a desigualdade no tratamento de dependentes químicos. “Meus amigos viciados em drogas que são ricos vão para a reabilitação, mas meus amigos com problemas lá em cima simplesmente morrem”, declarou, criticando a falta de atenção às questões de classe.


O cantor também alertou sobre como jovens de classe trabalhadora são influenciados por figuras como Andrew Tate. “Eles estão sendo envergonhados o tempo todo e feitos para se sentirem como se fossem um problema. Então Tate diz que eles valem alguma coisa? É sedutor”, explicou.


Com declarações contundentes, Sam Fender reacende o debate sobre elitismo na música e o impacto social da desigualdade de oportunidades no Reino Unido.

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