O novo recorde reforça seu status como uma das faixas mais icônicas da era do streaming
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O clássico Creep, do Radiohead, atingiu a marca de 2 bilhões de streams no Spotify. Lançada em 1992 como single de estreia da banda, a faixa teve uma recepção inicial tímida e chegou a ser excluída da programação da BBC Radio 1 por ser considerada “muito deprimente”. No entanto, com sua reedição em 1993, tornou-se um dos maiores hinos do rock alternativo.
Apesar da relação conturbada do grupo com a música — o Radiohead evitou tocá-la ao vivo por anos — Creep segue como seu maior sucesso e um dos marcos da música dos anos 1990.
O novo recorde reforça seu status como uma das faixas mais icônicas da era do streaming.
Sobre Creep
A estrutura de Creep é relativamente simples, mas sua força está no impacto emocional e na interpretação intensa de Yorke. A progressão de acordes repetitiva e o vocal que oscila entre a melancolia e a explosão catártica criam um efeito de hipnose. O momento crucial da faixa é o famoso “crunch” da guitarra de Jonny Greenwood antes do refrão — um som dissonante e agressivo que, segundo relatos, foi uma tentativa deliberada de estragar a música. Ironicamente, virou sua assinatura.
A letra encapsula um sentimento de alienação brutal, quase masoquista. É uma canção sobre desejo e inadequação, sobre se sentir deslocado e indigno de alguém que se idealiza. Thom Yorke canta de forma dolorosamente vulnerável, e o refrão—“I’m a creep, I’m a weirdo”—se tornou um mantra para toda uma geração de outsiders.
No fim das contas, Creep foi uma entrada acidental, quase indesejada, na cultura pop—mas uma que continua ecoando até hoje.
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