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10 músicas para compreender o Midnight Oil

Foto do escritor: Eduardo SalvalaioEduardo Salvalaio


Vamos a elas (as canções estão por ordem de lançamento)

Crédito: Reprodução
Crédito: Reprodução

A banda Midnight Oil foi uma das responsáveis em valorizar o cenário musical da Austrália para o Mundo. No início de formação, eram considerados como uma espécie de The Clash Australiano. Entretanto, com o passar das décadas, a banda revelou sua força e numa discografia equilibrada, transformou-se numa das mais importantes do planeta.

 

O grupo foi criando suas características que o lançaram de vez ao mundo: letras engajadas que falam de problemas ecológicos, sociais e políticos; a figura carismática do líder e vocalista Peter Garrett; a estrutura das canções, muitas com a energia visceral do Punk; a facilidade de atravessar décadas sem perder sua força.

 

Claro, poderíamos muito bem colocar aqui discos como “Diesel And Dust” (1986) e “Blue Sky Mining” (1990). Tais discos, por si só, são repletos de hits e confirmam a importância da banda no cenário musical mundial. Mas, tentamos abordar músicas de discos variados e bem destacadas na discografia dos australianos. Vamos a elas (as canções estão por ordem de lançamento):

 

  1. Run By Night (Midnight Oil, 1978)


Música do début da banda. É aqui que percebemos porque ela começou a ser chamada de The Clash Australiano. Apresentando guitarras bem pesadas (cortesia de Jim Moginie e Martin Rotsey), um Peter Garrett de vocais raivosos e buscando muita influência do Punk/Pós-Punk que reinava na época, difícil não colocar essa canção no volume alto para escutar com os amigos.



  1. Power And The Passion (10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, 1983)


Uma música com muito pra criticar, um Midnight Oil experimentando um som menos cru e aberto a mais elementos distintos (inclusive ligados à percussão). Aqui o destaque não é apenas a voz de Garrett, mas o instrumental que junta coesão e que se transformaria numa das marcas indeléveis da banda.




  1. Sleep (Red Sails in the Sunset, 1984)


Se no disco anterior o Midnight Oil começa a inserir alguns sutis elementos eletrônicos em suas músicas, aqui, nesta fase, ele prova de vez que o Rock dos primórdios da banda convive bem com uma pitada de Eletrônica. Tudo bem agregado, tudo sem retirar a energia que a banda cultivou.



  1. Sometimes (Diesel And Dust, 1987)


Esse é o tipo de música que levanta a multidão em qualquer show. Toque de guitarra marcante, bateria avassaladora e refrão ganchudo. Midnight Oil em sua melhor forma, para variar.


  1. The Dead Heart (Diesel And Dust, 1987)


Junto com Beds Are Burning, digamos que essa foi a canção que lançou o grupo de vez nos holofotes do mundo, inclusive no Brasil. Já citado anteriormente, "Diesel And Dust" poderia ser todo citado aqui, mas The Dead Heart agradou até o mais roqueiro dos ouvintes e traz novamente as características sólidas do grupo: refrão ganchudo, melodia fácil de decorar, instrumental em sintonia com a voz de Garrett.



  1. Bedlam Bridge (Blue Sky Mining, 1990)


Interessante a estrutura sonora dessa canção. Começo lento, bateria que surge discretamente, um Peter com vocais mais brandos. Mas não se engane, a melodia vai ganhando força e para o final atinge seu ápice. Uma canção bem melancólica da banda, porém não tão menos interessante.  



  1. River Runs Red (Blue Sky Mining, 1990)


Tal como Bedlam Bridge, River Runs Red procede da mesma forma sonoramente falando. Outra faixa de teor triste, outro momento que o Midnight Oil prova que peso e calmaria podem andar juntos e continuar criticando o que está de errado no mundo.


 

  1. Underwater (Breathe, 1996)


Se existe uma teoria que o grupo sempre esteve ligado a Surf Music, talvez essa seja a canção que mais representa isso. Pop-Rock potente, o baixo acentuado de Bones Hillman, fácil de digerir e uma canção para se ouvir numa praia ensolarada num dia de domingo.



  1. Outbreak of Love (Earth And Sun And Moon, 1993)


Teria o Midnight Oil feito uma canção de nuance romântica? Sim, sem problemas. Aqui, um grupo sem medo de ousar, influenciado pela música do Oriente ou até mesmo pela Psicodelia 60’s. Mas está tudo ali intacto: a força e o carisma de Garrett, o instrumental balanceado e o refrão grudento.



  1. We Resist (Resist, 2022)


Canto de cisne da banda? Se pensarmos que esse foi o último disco deles, talvez. Com esta faixa, a banda não apenas tece suas críticas como sempre fez, mas deixa para fãs antigos e novos uma mensagem: resista. Pede para que o ouvinte proteja a vida e a natureza, que cuide de nosso planeta. E mesmo que o instrumental aqui seja tímido, outro momento bonito do Midnight Oil que resiste ao tempo, mesmo com o término da banda.



Então, querido leitor, concorda com a lista? Opine, critique, cite outras canções. Lembrando que essa foi uma lista que define vários momentos do grupo, em distintas épocas e que resume um perfil do que eles deixaram para os ouvintes com o tempo.

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